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Gravidez na adolescência

Mães adolescentes acabam muitas vezes exercendo menos direitos básicos, como educação, saúde, lazer e trabalho. Quando adultas, acabam com mais dificuldade para entrar no mercado de trabalho remunerado e conseguir autonomia. Em geral, essas meninas são justamente as que têm menos escolaridade e suas famílias estão nos setores mais carentes da sociedade. Se elas constituem novas famílias, a possibilidade de quebra desse ciclo de pobreza e carência torna-se menor – situações que apontam para a necessidade de fortalecimento de trajetórias de adolescentes.

O Brasil está acima da média global de jovens que se tornam mães entre 15 e 19 anos. O percentual brasileiro é de 18,1%, comparado a média mundial que é de 10,9%. A gravidez não-intencional na adolescência apresenta relação com a desigualdade social, sendo mais frequente entre meninas e mulheres com maior vulnerabilidade. Está associada à escolaridade, a diferenças regionais e de territorialidade, assim como a questões raciais, étnicas, culturais e econômicas.

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